A
realidade educacional dentro de uma sociedade capitalista, esporadicamente, exerce
sua função como reprodutora de disparidades sociais e culturais. Como componente
do cotidiano escolar, a violência se torna fruto dessas disparidades, quer seja
através da injunção de normas coletivas ou pela multiplicação dos arquétipos
que os alunos vivenciam no ambiente familiar.
No
campo educacional, dada a sua natureza, a violência simbólica muitas vezes
passa despercebida. Entretanto, em algumas circunstâncias, ela é claramente
identificável. Quando as regras da escola não estão claras, quando os alunos são
pré-julgados ou não são ouvidos, quando os educadores afastam-se, muitas vezes
por não conseguirem responder as aspirações dos educandos ou, ainda, quando há
a imposição de tarefas dobradas a estes. Quando professores da rede pública
brasileira percebem baixos salários e péssimas condições de trabalho,
quando são forçados a adotar uma didática pré-definida e a abdicar a sua criatividade
de educador, quando sofrem pela intransigência do Estado na resolução dos
problemas educacionais e ensejam greves, materializam-se aí exemplos claros de
violência simbólica. Afinal, a priori, o Estado mostra-se como detentor de
poderes.
Embora a
escola seja tomada como microcosmo da resolução dos problemas sociais, onde é
possível identificar agentes, vítimas e o fenômeno da violência simbólica.
É importante destacar que a escola, como instituição social, mesmo resguardando
considerável parte da cultura do processo educacional e ao demonstrar-se como
espelho dos problemas sociais, não encontrará exclusivamente em seu escopo a
solução para a correção de todas as dificuldades. Bem como, a função de não reproduzir o modelo que reforça as disparidades sociais e culturais não cabe apenas ao professor, é uma função social que é de responsabilidade de toda sociedade.
Os textos são ótimos mas, me ire uma dúvida: quais as séries que terão acesso ?
ResponderExcluirEstes são para os colegas.
ExcluirEstes são para os colegas.
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