terça-feira, 7 de maio de 2013

UMA REALIDADE ESCOLAR BRASILEIRA.


            A realidade educacional dentro de uma sociedade capitalista, esporadicamente, exerce sua função como reprodutora de disparidades sociais e culturais. Como componente do cotidiano escolar, a violência se torna fruto dessas disparidades, quer seja através da injunção de normas coletivas ou pela multiplicação dos arquétipos que os alunos vivenciam no ambiente familiar.
            No campo educacional, dada a sua natureza, a violência simbólica muitas vezes passa despercebida. Entretanto, em algumas circunstâncias, ela é claramente identificável. Quando as regras da escola não estão claras, quando os alunos são pré-julgados ou não são ouvidos, quando os educadores afastam-se, muitas vezes por não conseguirem responder as aspirações dos educandos ou, ainda, quando há a imposição de tarefas dobradas a estes. Quando professores da rede pública brasileira percebem baixos salários e péssimas condições de trabalho, quando são forçados a adotar uma didática pré-definida e a abdicar a sua criatividade de educador, quando sofrem pela intransigência do Estado na resolução dos problemas educacionais e ensejam greves, materializam-se aí exemplos claros de violência simbólica. Afinal, a priori, o Estado mostra-se como detentor de poderes.
           Embora a escola seja tomada como microcosmo da resolução dos problemas sociais, onde é possível identificar agentes, vítimas e o fenômeno da violência simbólica. É importante destacar que a escola, como instituição social, mesmo resguardando considerável parte da cultura do processo educacional e ao demonstrar-se como espelho dos problemas sociais, não encontrará exclusivamente em seu escopo a solução para a correção de todas as dificuldades. Bem como, a função de não reproduzir o modelo que reforça as disparidades sociais e culturais não cabe apenas ao professor, é uma função social que é de responsabilidade de toda sociedade.


 


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