quinta-feira, 9 de maio de 2013

Práticas corporais alternativas

          Meditação, ioga, tai-chi-chuan, pilates, dança indiana... Há alguns anos, essas atividades entraram na moda e, ao contrário do que muitas pessoas previam, elas vieram para ficar. O homem moderno é caracterizado por uma vida carregada de intensos afazeres, que os impede de tomar um tempo para si mesmo. Somam-se a isso, doenças e transtornos que podem surgir como consequências desse estilo de vida agitado, como estresse intenso, transtorno de pânico, enxaqueca, asma, depressão, entre outros.
Nesse sentido, a promessa de um tipo de atividade física que trabalhasse tanto o corpo como a mente se mostrou perfeita para que esse homem pudesse praticar atividade física cuidando do seu corpo e da sua cabeça.
As práticas corporais alternativas têm origens diferentes, em especial o Oriente próximo e distante: Índia, China e Japão são alguns dos países que desenvolveram essas técnicas que utilizamos hoje. Todas as práticas corporais alternativas apresentam um ponto em comum: o controle da respiração. Entende-se que é por meio do controle respiratório que o homem é capaz de atingir os estados meditativos de consciência. Quem já experienciou o pilates, a ioga ou qualquer tipo de meditação, sabe que a chave para uma prática completa é unir os movimentos corporais a ritmos respiratórios lentos e ordenados. Esse é um elemento tão fundamental que o antropólogo Marcel Mauss, em seu artigo “As técnicas do corpo” assume a possibilidade de que essas práticas corporais, de outras culturas, permitiriam ao homem a alterar seu estado de consciência, o que ele chama de “entrar em contato com Deus”. Em suas palavras:

“No meu entender, no fundo de todos os nossos estados místicos há técnicas do corpo que não foram estudadas por nós, e que foram perfeitamente estudadas pela China e pela Índia desde épocas muito remotas. Penso que há necessariamente meios biológicos de entrar em ‘comunicação com Deus’. E, embora a técnica da respiração seja o ponto fundamental na Índia e na China, creio que ela é bem mais difundida de um modo geral.”

Embora com raízes bastante antigas, essas técnicas ganharam o estilo de vida moderno da sociedade ocidental. Aliás, pessoas famosas não apenas aderiram a essas práticas, como também ajudaram na sua divulgação. Um exemplo expressivo é a cantora Madonna que declarou mais de uma vez a sua adesão ao pilates e a ioga.
          Como já foi dito, essas práticas vieram para ficar. Tanto que alguns cursos universitários de Educação Física incluíram as práticas corporais alternativas no seu currículo, como é o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. No que se refere ao ensino fundamental e médio, essas práticas também devem ser trabalhadas nas aulas de Educação Física, segundo orientações do Ministério da Educação e da Cultura, por meio dos Parâmetros Curriculares Nacionais.
 
          O problema que se coloca em relação a esse tipo de prática corporal é a falta de preparo dos profissionais. Ora, se por um lado as universidades vêm aderindo a esse tipo de atividade, por outro, a inclusão dessas disciplinas no currículo universitário ainda é muito recente para que a oferta de profissionais qualificados responda significativamente à demanda que há na sociedade hoje. Portanto, os professores que estão atuando hoje nas escolas, ou se prepararam para esse conteúdo de modo individual – procurando cursos particulares – ou não estão preparados. Por isso, embora essas práticas sejam um ótimo conteúdo para a Educação Física escolar, ela é muito pouco trabalhada. Quem sabe isso ainda poderá mudar um dia.

Por Paula Rondinelli
Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo - USP
Carnaval, Corpos e Poder

É bastante provável que o Carnaval seja a festa popular profana mais comemorada no Brasil. Festeja-se o Carnaval de maneiras bastante diferentes de acordo com a região. Mas há um fato que atinge a grande maioria das pessoas, com acesso à televisão, quando o assunto é Carnaval: os corpos nus ou quase nus das mulheres.
A reflexão sobre os corpos e o seu uso como produto pela mídia, principalmente televisiva, é um conteúdo que deve ser debatido nas aulas de Educação Física. Um documento governamental de orientação aos professores “Parâmetros Curriculares Nacionais”, voltado a essa área, aponta como um dos objetivos a serem atingidos pelo professor de Educação Física com alunos do ensino fundamental é a leitura crítica de modelos de corpo que são transformados em produtos pela mídia televisiva. E, se por um lado a leitura crítica de uma estética corporal transformada em padrão já é um tema bastante debatido no campo acadêmico da Educação Física, por outro lado, isso não significa que o professor o faça em sala de aula, elemento que justifica o tema aqui proposto.
            Desde o Movimento Feminista, que teve seu auge na década de 60, que a mulher brasileira vem integrando um quadro bastante contraditório: se por um lado ela pretende posição profissional e independência financeira, por outro, ela precisa se mostrar feminina, dócil e, porque não, sensual. A sensualidade é um elemento chave para a mulher, porque se trata de uma manifestação de poder sobre os homens e até sobre outras mulheres. E é isso o que leva muitas e muitas mulheres à academia, às clínicas de cirurgia plástica, aos salões de beleza e à procura de dietas milagrosas. Nessa lógica, o corpo é o foco da sensualidade e, provavelmente por isso, também é foco de poder.
 
           Assistir aos desfiles das escolas de samba pela televisão faz com que o nosso olhar sobre o carnaval fique bastante restrito sobre esse tipo de festividade. Há muitos outros festejos de carnaval no Brasil, que se focam muito mais em diversão do que em produção de capital e competição. No entanto, é esse o tipo de festa que é vendido pela mídia televisiva para o Brasil e para o mundo.

        Nesse contexto, o elemento de marketing para esse tipo de venda é o corpo feminino. Não à toa, muitas mulheres participam dos desfiles, mas as que têm sua imagem transmitida pela televisão são aquelas que têm o seu corpo à mostra. São mulheres que submetem seus corpos às intensas privações alimentares, a exercícios físicos exaustivos e a cirurgias plásticas quase anuais, a fim de que o seu corpo seja foco de atenção do Carnaval.

           É bom que se esclareça que o nudismo não é uma prática discriminatória, o que se acredita ser discriminável é a venda dos corpos enquanto produto. São esses corpos que atraem turistas que fazem os hotéis lucrarem, restaurantes caros lucrarem e boutiques caras lucrarem. Chamo de corpos e não de mulheres, porque o corpo torna-se uma coisa vendável, quase desumanizada. O curioso é que são esses corpos que pouco lucram.
          
        Então, torna-se lógica a pergunta: o que ganham esses corpos? A princípio, a única resposta lógica seria poder. Poder no sentido proposto pelo filósofo Michel Foucault: em que se trata de submissão do outro perante a si, e que pode se apresentar nas mais íntimas relações interpessoais. Nesse caso, o corpo “mais bonito” do Carnaval ganha todos os olhares, e esses olhares significam a valorização desse corpo. Essa valorização, que nesse caso pode ser chamada ingenuamente de “autoestima” resulta em sensação de poder. Um poder que desaparece logo que se deixa o desfile, mas que serve como produto para a lucratividade de um sistema turístico de ética duvidosa.

Por Paula Rondinelli
Saiba mais sobre a Irisina - Substância que ajuda a queimar gordura.
por Dra. Denise Rosso: Mestre em Nutrologia pela UFRJ, médica endocrinologista pela UFF, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professora do curso de Pós-Graduação de Endocrinologia pelo IPEMED e Universidade de Valença.

     Nosso organismo possui tanto as células de gordura brancas como as marrons. As primeiras armazenam energia sob a forma de triglicerídeos e inflam quando comemos demais, aumentando a barriga. Já as células do tecido marrom são responsáveis por gerar calor para o corpo, o que é fundamental para a sobrevivência de nossa espécie. Os adultos possuem mais células de gordura branca do que marrom.
     Recentemente, cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, descobriram um hormônio produzido durante a atividade física capaz de transformar gordura branca em marrom. Esta substância, conhecida como irisina, atravessa o músculo até o tecido adiposo e, lá, estimula a queima de calorias por gerar calor, termo conhecido como termogênese.
     Estudos realizados em ratos que foram submetidos a treinamento físico regular mostraram que estes animais tinham altos níveis de irisina e por isso sofriam mudanças no funcionamento das suas células de gordura. Então uma molécula secretada durante o exercício seria capaz de transformar unidades de armazenamento de triglicerídeos em fontes produtoras de calor.
     A irisina não forma adipócitos escuros idênticos aos que temos naturalmente, o que se nota é o aparecimento de um tecido bege, com metabolismo menos acelerado do que o marrom, porém muito mais ativo do que o branco. A cor menos clara vem da elevada concentração de ferro dentro destas células.
     Os benefícios da irisina vão além da perda de peso, pois podem ajudar na proteção cardiovascular, uma vez que a gordura branca é responsável pela produção de uma série de substâncias metabolicamente ativas que agridem o funcionamento do coração e favorecem a formação da placa de ateroma. As células do tecido bege diminuem a quantidade do tecido adiposo branco e das moléculas produzidas por ele.
Em relação ao diabetes, este tecido bege utiliza mais glicose para realizar suas atividades, recrutando mais açúcar do sangue para dentro das células. A irisina melhora a ação da insulina, o que ajuda no combate a obesidade.
     O artigo de Harvard não se limitou a observar ratos. Após suarem a camisa cinco vezes na semana por quase três meses, oito voluntários também passaram a apresentar taxas extras de irisina. Entretanto, não foram averiguados se estes efeitos da molécula eram similares aos encontrados nos animais. Não é uniforme a produção de irisina durante a atividade física nos indivíduos. É necessário planejar uma rotina de treinamentos regulares e contar com um pouco de paciência para as vantagens começarem a surgir.
     Os cientistas ainda desconhecem qual a intensidade perfeita ou mesmo se as sessões de musculação promoveriam a propagação deste hormônio. É importante ficar longe do sedentarismo, mas respeitar seus limites.
     A versão sintética da irisina deve começar a ser testada em voluntários a partir de 2013 e sua vantagem em relação a outras substâncias que auxiliam na perda de peso é o fato da mesma não agir no sistema nervoso central. È importante ressaltar que vários fármacos, e em especial os que aumentam a queima energética do corpo, mostram benefícios em animais, mas não em seres humanos.

terça-feira, 7 de maio de 2013

UMA REALIDADE ESCOLAR BRASILEIRA.


            A realidade educacional dentro de uma sociedade capitalista, esporadicamente, exerce sua função como reprodutora de disparidades sociais e culturais. Como componente do cotidiano escolar, a violência se torna fruto dessas disparidades, quer seja através da injunção de normas coletivas ou pela multiplicação dos arquétipos que os alunos vivenciam no ambiente familiar.
            No campo educacional, dada a sua natureza, a violência simbólica muitas vezes passa despercebida. Entretanto, em algumas circunstâncias, ela é claramente identificável. Quando as regras da escola não estão claras, quando os alunos são pré-julgados ou não são ouvidos, quando os educadores afastam-se, muitas vezes por não conseguirem responder as aspirações dos educandos ou, ainda, quando há a imposição de tarefas dobradas a estes. Quando professores da rede pública brasileira percebem baixos salários e péssimas condições de trabalho, quando são forçados a adotar uma didática pré-definida e a abdicar a sua criatividade de educador, quando sofrem pela intransigência do Estado na resolução dos problemas educacionais e ensejam greves, materializam-se aí exemplos claros de violência simbólica. Afinal, a priori, o Estado mostra-se como detentor de poderes.
           Embora a escola seja tomada como microcosmo da resolução dos problemas sociais, onde é possível identificar agentes, vítimas e o fenômeno da violência simbólica. É importante destacar que a escola, como instituição social, mesmo resguardando considerável parte da cultura do processo educacional e ao demonstrar-se como espelho dos problemas sociais, não encontrará exclusivamente em seu escopo a solução para a correção de todas as dificuldades. Bem como, a função de não reproduzir o modelo que reforça as disparidades sociais e culturais não cabe apenas ao professor, é uma função social que é de responsabilidade de toda sociedade.


 


Estudar, por que e para quê?

 

Sempre surge a pergunta, por que estudar?
Como se fosse preciso explicar o porquê.
Estudamos para aprender o que não sabemos
E através do estudo vamos buscar o conhecimento necessário.
Quando adquirimos saberes, ninguém nos tira, é eterno.
Hoje vivemos num mundo globalizado e rápido
Tão rápido, que a tecnologia chega nos atropelando
E se não quisermos ficar perdidos no tempo
Precisamos buscar formação, atualização dos fatos cotidianos,
Pois vivemos em uma sociedade competitiva e restrita,
Onde não só o conhecimento é avaliado, mas a formação adquirida.
Não importa a profissão acatada e sim a qualificação alcançada.
O estudo faz parte da especialidade que cada ser humano quer atingir.
Onde e com quem se busca este caminho, que não seja na escola?
Sim, tem vários meios para se alcançar nossos objetivo e metas de aprendizado,
Mas a escola é um caminho que pode nos dar sustentação e amparo,
Pois nela temos educadores comprometidos com o futuro dos nossos educandos,
Com o objetivo de prepará-los para a vida, mostrando a realidade do mundo lá fora.
É preciso saber que o estudo é o melhor investimento que o ser humano pode se dar,
Sem ele, não teremos “educação”, “qualificação”, “disciplina” e “conhecimento”.
Estudar, porque é preciso. Para quê? Para ter o que mostrar e provar a si mesmo!



Clair Edelweiss

sábado, 4 de maio de 2013

CULTURA ALIMENTAR E SOBREPESO.

 
 
ATUALMENTE O EXCESSO DE PESO CONFIGURA-SE COMO UM IMPORTANTE FATOR PARA O ACOMETIMENTO DE PROBLEMAS DE SAUDE. ESSA CONDIÇÃO ESTÁ FORTEMENTE LIGADA A NOSSA CULTURA ALIMENTAR. ABAIXO UM VIDEO QUE NOS MOSTRA DE FORMA CLARA A VERACIDADE DESSA AFIRMATIVA. ASSISTAM.

CHEGADA DO CEMUREF

ATENÇÃO ALUNOS DO CEMUR. MUITAS DE NOSSAS INFORMAÇÕES PARA ALGUMAS ATIVIDADES EM BREVE ESTARÃO DISPONIVEIS NESTE BLOG.  SEJAM TODOS BEM VINDOS.